Empresa de Itajaí aproveita luz solar para reduzir custos com energia

A luz do sol pode significar muito mais do que calor e belas imagens da natureza. A empresa Itazem, de Itajaí, que executa serviços de armazenamento e movimentação de mercadorias, decidiu aproveitar esta luz para melhorar sua economia e já contabiliza os lucros da iniciativa. Enquanto isso, o ambiente agradece e a ideia é prosseguir com os projetos sustentáveis.

Lembra o administrador Júlio Cesar D’Ávila que em 2016 a empresa começou a buscar um projeto para transformar a luz solar em energia, pesquisando as tecnologias na Alemanha. “Em outubro de 2016 começamos a implantação. Foi um processo trabalhoso, de engenharia, mas valeu a pena”, lembra D’Ávila. Segundo ele, antes, a empresa consumia cerca e R$ 200 mil em energia por mês. Hoje, cerca de um terço dessa energia é gerada pela empresa, com uma redução de R$ 70 mil em custos mensais com energia.

Ela tem uma estrutura de 600 tomadas reefers, 10.000 m2 de galpão, espaço para 1.200 contêineres. Nesse projeto, foi instalado um sistema de energia solar fotovoltaico com 4.394 painéis, que pode gerar por dia (mínimo) cerca de 4.394 Kwh, em uma área de terreno de 15 mil/m2 pertencente ao complexo logístico do grupo, objetivando reduzir os custos com energia elétrica. O custo total do projeto foi R$ 6,2 milhões, sendo que o financiamento feito por meio da parceria com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) foi de R$ 3,8 milhões. Parte do sistema é composto por itens importados, como os painéis fotovoltaicos, que não podem ser financiados com recursos do BNDES. Isso demandou que a empresa usasse recursos próprios para o projeto.

 

 

“O Programa BRDE ENERGIA tem obtido um grande aceitação pelos empresários, conforme se observa pelos números expressivos alcançados nos últimos anos”, lembra o superintendente do BRDE, Nelson Ronnie dos Santos. Desde sua criação até o fim de 2016, o programa financiou R$ 338 milhões em projetos de energias renováveis.

“Entretanto, a nova fronteira a ser desbravada são os projetos focados em geração distribuída e latente, porque existe uma demanda reprimida nesse segmento, mas muitos empreendedores ainda têm dúvidas sobre a efetividade da economia gerada por esses investimentos e/ou sobre as tecnologias utilizadas”, diz Ronnie.

Acompanhamento em tempo real

Os painéis solares são conectados uns aos outros e então conectados no seu Inversor Solar. O sistema é ligado à rede elétrica e, quando há excedente, o devolve à rede elétrica da empresa distribuidora de energia (Celesc, nesse caso) em troca de créditos que podem ser utilizados para gerar descontos na fatura de energia.

Para facilitar o gerenciamento da energia gerada, é utilizado um sistema de monitoramento que coleta dados das medições em tempo real da geração de energia e consolida as informações, permitindo avaliar o desempenho da planta instalada por um portal na internet.

Experiência demonstra vantagens de projetos sustentáveis

“Procuramos o BRDE e encontramos esta parceria, que foi extremamente importante para o sucesso do projeto”, afirma o administrador Júlio César D’Ávila. Segundo ele, a empresa ainda planeja um novo projeto de geração de energia para os próximos meses, buscando mais recursos nacionais para isso. “A participação do Banco é extremamente importante na empresa desde 2006. Somos eternamente gratos e temos uma relação de fidelidade com o Banco, que é muito sério e nos oferece grande segurança para executar projetos mais sustentáveis”, declarou o empresário Júlio César D’Ávila.

“O projeto é muito importante, tem o ‘efeito demonstração’, ou seja, que os resultados alcançados pelos primeiros projetos, possam ser o grande diferencial de convencimento para esse tipo de projeto em outras empresas e outros segmentos”, afirma Ronnie.

Fonte: ndonline.com.br

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