Indústria Solar provou que não depende do Sol

Na escola aprendemos que o Sol é nosso amiguinho, alimenta as plantinhas que viram comida dos porquinhos. Cada pedaço de bacon que você come é, em última análise, energia produzida no coração nuclear do Sol. Só que não é bom dependermos cegamente do Sol.

Esse é o grande problema com energia solar: na melhor das hipóteses só funciona metade do dia, e você precisa de um sistema de armazenamento para o período da noite.

Na verdade é bem pior, mas finja que você tem o QI de uma ostra cuja mãe bebia muito durante a gravidez, acredite que a Terra é plana e não vamos entrar em detalhes como variações na duração do dia devido a latitudes e Equinócios.

Mesmo descontando tudo isso, ainda há os dias nublados, chuva e similares, que afetam a quantidade de energia gerada por painéis solares. Engenheiros, que são bem mais espertos que os terraplanistas levam tudo isso em conta, então o grande desafio da Indústria Solar só foi desafio para a imprensa leiga.

Vários sites publicaram artigos sobre os “riscos”, inclusive prevendo apagões. Como o último eclipse total costa-a-costa dos EUA foi em 1979, não havia uma base de energia solar significativa para ser afetada. O de 2017 seria o grande teste.

No caminho da Totalidade, onde a Lua cobre 100% do Sol e fica bem escuro (mas não como de noite) havia pouquíssima grade solar, já na região da Virgínia, Carolina do Norte e Washington DC há bastante fazendas solares.

A maior geração é na Califórnia, onde o eclipse foi parcial, entre 60% e 80%. Veja como foi a queda de energia gerada entre um dia normal e o dia do eclipse:

A energia solar representa 10% da matriz energética da Califórnia, então não foi realmente complicado planejar com antecedência e organizar termoelétricas e hidroelétricas para segurar o pico de demanda, durante a queda de fornecimento solar.

Quanto mais e mais da matriz energética mundial for solar, isso não será tão simples. Será preciso equipamentos inteligentes, baterias de backup e uma senhora organização, pra que essa carga flutuante não saia desarmando disjuntores daqui até Albuquerque.

Talvez a grande lição seja de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Melhor do que uma matriz renovável é uma matriz de geração diversificada, onde um problema único não afete toda a geração.

FONTE: Meiobit

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