Os incríveis filmes finos – plásticos impressos com tinta orgânica capaz de produzir energia solar

Como podemos salvar o planeta? Nessa altura do campeonato da vida, muita gente já entendeu que o assunto é sério e que são os detalhes que fazem a diferença. Algumas atitudes que devemos tomar em relação ao desperdício tem a ver com energia solar e com tecnologia de próxima geração. Durante a feira de inovação Tech Fair que rolou na Casa das Caldeiras em São Paulo, nos deparamos com o fabuloso Filmes OPV, no estande da Votorantim, e é sobre ele que queremos falar.

Painéis Fotovoltaicos Orgânicos, de sigla OPV, são as células solares de filmes finos, com cerca de 1 mm de espessura, considerado um tipo de painel solar de terceira geração. Pesa cerca de 0.5 kg/m² e possui um raio de curvatura de até 10 cm. Sua superfície tem um nível de transparência que alcança até 50%.

Para se ter ideia, o filme OPV depende menos do ângulo de incidência da luz solar e por isso consegue se aproveitar dela por mais tempo, além de sofrerem muito menos com as variações de temperatura na geração de energia. Sua capacidade de absorver raios ultravioleta e infravermelhos também diminui a carga de calor do ambiente, ou seja, sua eficiência na captação permanece inalterada mesmo em ambientes muito quentes.

Basicamente são polímeros formados por moléculas orgânicas com capacidade fotovoltaica. Se o significado é difícil de entender, as vantagens que essa tecnologia oferece são muito claras: maior absorção da luz, baixa pegada de carbono, alta resistência a impacto, potencial de baixo custo, reciclável, transparente, leve, flexível e baixa dependência do grau de inclinação. Isso quer dizer que o OPV é considerado a tecnologia solar mais sustentável entre as opções disponíveis no mercado. Esse conjunto de características faz com que a tecnologia seja adequada para geração mesmo em ambientes internos, pelo fato de ela ser capaz de converter luz em energia até com baixa luminosidade.

Hoje, quase 80% dos painéis fotovoltaicos no mundo ainda são baseados no silício. Acontece que “para fabricar um painel de silício é preciso soldar as células individuais, e os de OPV são fabricados diretamente sobre os substratos a partir de um desenho predefinido”, afirma o pesquisador Fernando Ely.

Segundo ele “o consumo de energia (elétrica e térmica) para criar painéis fotovoltaicos do tipo OPV é menor do que para fazer os convencionais de silício, que consomem mais, especialmente na etapa de purificação da matéria-prima”, complementa.

Atualmente, são poucas as empresas que conseguiram levar a produção de células fotovoltaicas (OPV) para uma escala industrial. No Brasil existe a CSEM Brasil, parceira da Votorantim na aplicação em estruturas flutuantes em usinas hidrelétricas. Nesse caso, os Filmes podem ser acoplados em flutuadores, nos reservatórios de usinas hidrelétricas, integrados em primeiro estágio para alimentação dos serviços auxiliares das Usinas e aplicados sobre as barragens e áreas livres sem uso nos arredores das Usinas, fazendo monitoramento e análise dos dados captados pelo sistema de aquisição de dados.

Em tempo, a revolucionária tecnologia de filmes fotovoltaicos é desenvolvida pela empresa Sunew, um spin-off brasileiro nascido a partir do CSEM Brasil e ainda está em um estágio de desenvolvimento inicial. Porém, a perspectiva é que já em 2020 o OPV ultrapasse a geração anterior de painéis solares. Agora só nos resta torcer para que essa tecnologia prospere e para que os empreendedores encontrem soluções interessantes e criativas ao utilizá-la.

FONTE: Hypeness

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