CIIEBC apresenta soluções sustentáveis para o arquipélago

O Programa Noronha Carbono Zero deu mais um passo importante para Fernando de Noronha. Com a missão de transformar o arquipélago no primeiro território livre de carbono do país, por meio de um modelo de gestão sustentável e de negócios colaborativos, representantes da Ilha e órgãos ambientais integrantes do Comitê de Inovação e Incentivo à Economia de Baixo Carbono (CIIEBC), se reuniram no Palácio São Miguel, em Noronha, para criar diretrizes dentro das políticas públicas voltadas para uma nova economia de baixa emissão de gases que provocam aquecimento global.

Capitaneado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas), o projeto foi apresentado pelo secretário Sérgio Xavier, que pontuou exemplos de ações sustentáveis exitosas e avaliou a importância de cooperação das entidades presentes no encontro. “Estamos aqui para obter um conjunto de informações que tornem esta ação o mais eficiente possível. Em abril nós vamos ouvir os especialistas das empresas e, posteriormente, fazer um projeto com muita segurança”.

Xavier referiu-se à realização do workshop internacional Energia Renovável e Inovações Interconectadas – Mercados Sustentáveis do Século XXI, que será realizado no período de 4 a 6 de abril, no Shopping Paço Alfândega. O evento será em parceria com o Consulado dos Estados Unidos e contará com a participação de representantes de várias empresas e universidades americanas e brasileiras. “Posteriormente, vamos organizar um plano de ação com uma agenda muito objetiva, ponderando as necessidades de recursos e investimentos A ideia é que Fernando de Noronha seja um modelo de futuro. Um polo de inovações, inclusive gerando a possibilidade de altruísmo tecnológico”, destacou.

A Administração do arquipélago e o Conselho Distrital compõem o CIIEBC. Segundo o administrador Geral da ilha, Luís Eduardo Antunes, o intuito do encontro é escutar as propostas e tirá-las do papel. “Dom Helder Câmara dizia a seguinte frase: “quando você tem um sonho e sonha sozinho, é apenas um sonho. Mas se você tem um sonho e compartilha ele, esse sonho se torna realidade”. E é isso que estou vendo hoje, um sonho sendo compartilhado com importantes atores”.

O presidente do Conselho Distrital, Ailton Junior exaltou satisfação pela atenção voltada à Noronha. “O secretário Sérgio Xavier sempre priorizou ouvir as nossas críticas e sugestões. Além dele, desde que assumiu a gestão da ilha, o administrador Luís Eduardo também seguiu com a mesma atitude de primeiro ouvir e entender o que ocorre no âmbito do arquipélago, para depois colocar as ações em prática. Essas tecnologias sugeridas pelo projeto vêm agregar para o desenvolvimento sustentável de verdade, congregando o meio ambiente com os hábitos das pessoas para que elas sejam partícipes desse progresso”, frisou o conselheiro.

O cônsul-geral dos Estados Unidos no Brasil, Richard Reiter, ressaltou que o estado da Califórnia é o carro-chefe da economia sustentável naquele país, e que vem articulando a parceria desde 2014. “Faz parte da nossa missão aliar uma iniciativa que agrega o âmbito social e comercial. Para instalar o projeto também precisamos conhecer a visão das pessoas daqui para adaptarmos às necessidades locais, de forma que proporcione progresso ao meio ambiente como também à população da ilha, por isso esse encontro. Queremos uma ilha linda e verde”, concluiu.

Já o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski explicou que a ação só vem agregar. “É uma iniciativa desafiadora e muito bacana. Somos parceiros e estamos a postos para buscar alternativas de melhoria, inclusive com a captação de mais parceiros para o alinhamento de ideias”.

Gestor das unidades de conservação da Área de Proteção Ambiental (APA) e do Parque Nacional Marinho, Felipe Mendonça, elogiou a ação e ponderou: “o projeto é uma estratégia para retirar o Noronha +20 do papel. Reforço que abril será um momento de transição, e que será preciso saber perseverar, pois haverá momentos de perdas e ganhos e os parceiros precisam ter uma visão clara disso. Se a gente conseguir implementar tudo o que está proposto daremos um tremendo passo em termos de conservação e desenvolvimento sustentável, incluindo o meio social. Estamos falando de qualidade de vida”.

Também participaram da reunião, a superintende de Meio Ambiente, Turismo, Esporte e Lazer da ilha, Ângela Tribuzi; a presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Simone Souza; e a Consulesa para Assuntos Políticos e Econômicos do Consulado Geral dos Estados Unidos Paloma Gonzalez.

Sobre o CIIEBC

Criado pelo governador Paulo Câmara no final de 2016 (Decreto 43.815 – 29/11/2016), o Comitê de Inovação e Incentivo à Economia de Baixo Carbono (CIIEBC) visa formular políticas públicas interconectadas para um novo modelo de desenvolvimento sustentável. Reunindo 13 órgãos governamentais, o objetivo do Comitê é estimular a atração de negócios inovadores para o Estado, criando diretrizes para embasar políticas públicas voltadas para uma nova economia de baixa emissão de gases que provocam aquecimento global.

Além da Semas e CPRH, compõem o comitê as Secretárias de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Desenvolvimento Econômico; de Turismo, Esportes e Lazer; de Planejamento e Gestão; de Cultura; a Procuradoria-geral do Estado; o Gabinete do Governador; a Administração de Fernando de Noronha, o Conselho Distrital de Fernando de Noronha, a Compesa e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado.

O objetivo do Comitê é transformar Pernambuco num polo de formulação de novos arranjos ecoprodutivos, interligando múltiplas ideias, produtos e serviços inovadores, integrando empresas, poder público, centros de pesquisas e organizações não governamentais. Serão priorizadas 7 cadeias produtivas: energia, água, resíduos sólidos, mobilidade, arquitetura e urbanismo, gestão sistêmica e educação e profissionalização ambiental.

Fonte:Prontotecnologia.com.br

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